Tudo sobre Deborah Colker, a brasileira que conquistou o Oscar da Dança: espetáculos famosos, prêmios, entrevistas, redes sociais e + [LISTA]

Já conhece a brasileira que conquistou o prêmio que é tido como o Oscar da dança mundial? Hoje, descubra tudo sobre a bailarina e coreógrafa Deborah Colker, que atua como diretora de movimento em eventos mundiais e peças de Teatro de vários gêneros.

Para acompanhar essa incrível trajetória, começaremos por sua biografia e seguiremos com a carreira artística. Em seguida, falaremos da contribuição da carioca para as Artes Performáticas do Brasil, tanto na Dança, quanto na Dramaturgia Teatral e Televisiva.

5 curiosidades sobre a Deborah Colker

Para conhecer mais sobre a brasileira que é uma das maiores bailarinas e coreógrafas do mundo, siga conosco até o fim do post. E, para embalar a sua leitura, aproveite para ouvir uma playlist de Ballet enquanto confere as curiosidades e espetáculos dessa artista! 🩰

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1. Quem é a Deborah Colker?

A carioca Deborah Colker é dançarina, coreógrafa e diretora de movimento em peças teatrais e eventos de grande porte. Com inquietação e gosto pela diversidade, ela ganhou fama mundial por seus espetáculos audaciosos, que mesclam várias expressões artísticas.

Por sinal, o encenador Ulysses Cruz cunhou o termo “diretora de movimento” especialmente para ela. Isso porque a artista multifacetada desenvolve sua linha dramatúrgica e dinâmica juntamente com a pesquisa de movimentos, enriquecendo o resultado final dos espetáculos. 

2. Quando a Deborah Colker começou como bailarina e coreógrafa? 

Antes de ser uma bailarina, Deborah Colker praticava piano clássico e jogava voleibol. Ela havia estudado dança quando pequena, mas só retomou as aulas aos 16 anos. E, como não seguiu o caminho tradicional das bailarinas, ela trilhou o próprio caminho. Segue o fio!

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3. Como foi o início da Deborah Colker na Dança Contemporânea?

Nos anos 1980, Deborah passou a integrar o grupo Coringa de Dança Contemporânea, no Rio de Janeiro. Já em 1984, a atriz Dina Sfat convidou-a para a direção de movimento no âmbito do Teatro, tornando-se a principal vertente da carreira dela nos próximos 10 anos.

Além da Dança, Deborah transitou pelas linguagens de Moda, Cinema, Videoclipe, Circo e afins. Para exemplificar tamanha pluralidade, a artista assinou coreografias das comissões de frente de grandes Escolas de Samba: Mangueira, Viradouro e Imperatriz Leopoldinense.​

4. Como surgiu a Companhia de Dança Deborah Colker?

Em 1994, a artista criou a Cia. de Dança Deborah Colker, que é uma das mais prestigiadas do Brasil e do mundo. Atualmente, a companhia já impactou 3.000.000 de pessoas em 32 países e 65 cidades, com 1.600 apresentações elaboradas com movimentos audaciosos.

Equipe da Cia. de Dança

  • Direção Artística: Deborah Colker
  • Direção Executiva: João Elias
  • Assistente de Direção Artística: Karina Mendes
  • Bailarinos: Jaime Bernardes, Luan Batista e Mozart Mizuyama
  • Produção Internacional: Carolina Tavares
  • Direção Técnica: Eduardo Dantas
  • Assistente de Direção Técnica: Carolina Dworschak
  • Direção de Palco: Thiago Merij
  • Camareira: Eliuma Silva
  • Fisioterapia e Preparação: Espaço Stella Torreão
  • Consultoria Jurídica: Ernesto Paulozzi Jr Advogados Associados. e Felipe Santa Cruz Advogados
  • Designer Gráfico: Peu Fulgencio
  • Financeiro e Administrativo: Miriam Furtado
  • Arquivo e Enquadramentos de Projetos: Israel Oliveira
  • Manutenção: Isaías Lago Bastos

5. E quanto ao Centro de Movimento Deborah Colker (CMDC)?

Esse projeto “proporciona o encontro de pessoas que se relacionam com a dança através da arte, saúde e lazer”. No Centro de Movimento, a proposta é desenvolver o corpo, a inteligência, a confiança e a habilidade de se comunicar e se expressar, de modo criativo.

Além das aulas abertas ao público em geral (e de todas as idades), o CMDC tem um projeto social. Contando com a expertise da Cia. Deborah Colker, o grupo identifica talentos entre os jovens das comunidades de baixa renda e propicia a formação profissional de bailarinos. 

Proposta pedagógica da escola CMDC

O ensino do CMDC busca “despertar no aluno o prazer de dançar, criar e se movimentar”. Adicionalmente, a premissa da proposta pedagógica é “respeitar a individualidade e o tempo de desenvolvimento de cada pessoa”, uma vez que a arte de dançar é para todos.

“A dança promove inteligência, confiança e habilidade de se comunicar e se expressar. Desenvolve a coordenação motora, aumento da flexibilidade e capacidade respiratória, boa postura, criatividade, contato com a música, estética e cultura geral da arte. Valorizamos as diferenças físicas, criativas e sensíveis, a fim de proporcionar um aprendizado que estimule o prazer de dançar e se movimentar”. 

15 espetáculos mais famosos da Deborah Colker

Agora, veja 15 espetáculos que conectam as expressões artísticas: Dança, Teatro, Música, Literatura etc. Por exemplo, Cão Sem Plumas foi inspirado na obra do brasileiro João Cabral de Melo Neto, ao passo que Tatyana surgiu do romance do russo Aleksandr Púchkin.

1. Cura

A “fragilidade” norteou a criação do espetáculo que revela a “indignação por situações que ainda não têm cura”. Segundo a Isto É, a obra “parte da limitação do corpo humano para tratar de ciência, fé, preconceito, superação e aceitação”, com trilha de Carlinhos Brown. 

2. Cão Sem Plumas

Com CSP, a Cia. Deborah Colker conquistou o Prix Benois de la Danse, o Oscar da Dança. Com temática brasileira, a artista buscou inspiração no poema de João Cabral de Melo Neto que retrata “a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites e a vida no mangue”. 

3. Belle

Por sua vez, o espetáculo Belle partiu do romance Belle de Jour, do autor franco-argentino Joseph Kessel. Por falar nisso, o mesmo livro virou um filme, por meio da adaptação cinematográfica do mexicano Luis Buñuel, revelando um clássico do Cinema Surrealista.

4. Tatyana

Tatyana foi a primeira adaptação coreográfica de Deborah Colker, tendo como base uma obra alheia ao seu universo criador. A propósito, o espetáculo partiu do romance Evguêni Oniéguin, de Aleksandr Púchkin, além de contar com músicas de Tchaikovsky e Stravinsky.

5. Cruel

O palco de Cruel é invadido por “pequenas maldades que movem o ser humano”, no jogo entre Acaso x Necessidade. Nessa construção coletiva, o processo criativo foi incorporando novos elementos, a exemplo do texto de Fausto Fawcett e da história de Fernando Muniz.

6. Nó

O mote da coreografia de gira em torno da forma com que lidamos com o desejo. Logo no primeiro ato, “os bailarinos se movimentam em meio a um emaranhado de 120 cordas”, simbolizando os laços afetivos e aquilo que serve para “aprisionar, puxar, ligar, libertar”.

7. 4 por 4

4 por 4 envolve o “estudo da relação movimento-espaço”, assim como a relação com as Artes Plásticas. Neste Balé de 2 atos e 5 movimentos, os dançarinos exploram um amplo leque de conceitos, incluindo: “contenção, delicadeza, limitação, ousadia e transparência”.

8. Velox

Em Velox, o espetáculo se divide em 6 temas que “buscam o vigor, a vitalidade, a precisão e o apuro técnico”. Em especial, a obra nos mostra que “a mecânica, o cotidiano, o sonar, o alpinismo, as lutas marciais e os esportes se transformam em movimento coreográfico”.

9. Ovo

Com Ovo, Deborah Colker tornou-se a primeira mulher a dirigir um espetáculo do Cirque du Soleil. Na ocasião, ela criou, coreografou, dirigiu e cuidou de toda a composição estética dessa obra que ficou 12 anos em cartaz pela “maior fábrica de espetáculos do mundo”. 

10. Rota

A premiada Rota expressa “as forças que regem o movimento”, isto é, a gênese da dança. Essa “ocupação radical do espaço cênico” reflete sobre a utilização do gesto e a síntese do movimento, além de apropriar-se de movimentos que partem das outras práticas corporais.

11. Mix

Mix nasceu da fusão das criações Vulcão e Velox, tendo um “olhar europeu sobre a dança contemporânea brasi­leira”. A pedido do diretor francês Guy Darmet, essa obra foi preparada para a 6ª edição da Bienal da Dança de Lyon, que, não por acaso, foi dedicada ao Brasil.

“Mixados com maestria pela coreógrafa carioca e sua afiada trupe de bailarinos, os sentimentos em estado bruto e de ebulição de Paixão, a ironia e a elegância de Desfile, as re­flexões em torno da física do movimento, esbo­çadas em Máqui­nas e desenvolvidas em Mecânica e Sonar, a babel de gestos e movimentos instau­rada em Coti­diano, e o eletrizante balé verticalizado de Al­pinismo culminaram em um ter­ceiro espetáculo, que se tornaria um dos clássicos da companhia e alavancaria sua projeção no cenário internacional”.

12. Casa

Para Deborah, “construir uma casa é construir espaços. Dançar é ocupar espaços, a arquitetura do movimento”. Nessa linha, Casa investe em “ações banais para entrar no mundo imaginário e transformá-lo em movimento”, tendo como inspiração o cotidiano.

13. Jogos Olímpicos | Rio 2016

Deborah Colker foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Com um espetáculo visual que representou a energia do nosso povo, ela retratou os ritmos que são a cara do Brasil: Funk, Baião, Forró, Samba e mais. 

14. Maracanã

A coreografia de Maracanã foi criada para o programa cultural da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. No espetáculo de dança, 16 dançarinos brasileiros e alemães representaram os movimentos característicos do futebol, como se fosse um jogo entre ambas as equipes. 

15. TV Colosso

Por último, mas não menos importante, temos o programa infantil que marcou a TV dos anos 1990. E, por incrível que pareça, Deborah Colker foi a responsável pela direção de movimento dos bonecos-cachorros: Priscila, JF, Capachão, Roberval, Thunderdog e outros. 

5 destaques para além da biografia da Deborah Colker

Para finalizar o post, confira mais alguns insights para saber tudo sobre a Deborah Colker. Depois, conta pra gente: o que você mais achou de mais interessante na vida e obra dessa autêntica estrela das Artes Cênicas, que também dedica-se aos projetos sociais no CMDC?

1. Prêmios recebidos pela Deborah Colker

  • Prix Benois de la Danse | Oscar da Dança | Cão Sem Plumas | 2018
  • Ordem do Mérito Cultural (OMC) | Contribuição à cultura do Brasil | 2009
  • Lista de 100 brasileiros mais influentes | Revista Época | 2009
  • Laurence Olivier Awards | The Society Of London Theatre | Coreografia | Mix | 2001
  • Prêmio Rio Dança | Melhor figurino, cenografia e iluminação | Casa | 1999
  • Jornal do Brasil | Melhores espetáculos de dança | Casa | 1999 
  • Troféu Mambembe | Rota | Ministério da Cultura | 1997
  • Jornal O Globo | Melhor espetáculo de dança | Rota | 1997 
  • Jornal do Brasil | Melhores na dança | Velox | 1995
  • Jornal O Globo | Melhores na dança | Velox | 1995 

2. Principais entrevistas da Deborah Colker

3. Ações do Centro de Movimento Deborah Colker

  • Cursos: Ballet, Jazz, Circo, Sapateado, Hip Hop, Karatê, Dança Contemporânea, Mov Dance, Superflex, Body Mov, Street Dance e Training Dance
  • Projetos Pedagógicos: oficinas artísticas e RECRIA Arte-Educação
  • Colônia das Artes: atividades nas férias
  • Apresentações: espetáculo, mostra de dança e sarau

4. Frases famosas da Deborah Colker

  • “A dança veio unir a música, a arte e a ‘coisa física’ na minha vida. A dança me encontrou.”
  • “O que é a dança senão imagem em movimento?”
  • “Entendi o que é a cura do que não tem cura.”
  • “A arte está sempre à frente, trazendo possibilidades e procurando novas perguntas.”
  • “É a dança ocupando espaço, gritando e se comunicando, mostrando que é popular, sofisticada, conta uma história, tem significado, expressividade e conteúdo potente. O corpo fala, pensa, emociona e se comunica!  Os gestos são palavras, os movimentos são frases, linguagem.”
  • “Uma criação deixa sempre perguntas sem respostas que ficam ecoando na minha cabeça.”
  • “Gente é o que me interessa.”
  • “O cotidiano é um ponto de interesse forte para mim e, em alguns espetáculos, determinante. Em outros, a condição humana, que não é exatamente cotidiano, também teve forte expressão”.
  • “Construir uma casa é construir espaços. Dançar é ocupar espaços, a arquitetura do movimento”.
  • “Percebi que meu maior inimigo é a ignorância e a discriminação. A falsa normalidade, os padrões não são evolutivos e não são reais. O conhecimento e o reconhecimento da força dentro da fragilidade, da cura dentro da doença. Saber gritar e calar, agir e esperar, lutar e aceitar. Superação é inteligência, apropriação, conhecimento, disciplina. Superar é curar!”
  • “Num processo de criação, você tem que experimentar caminhos novos. Dá medo, insegurança, mas tem que experimentar. Com o processo, você experimenta muito, investiga, respeita as estruturas clássicas e constrói.”
  • “O corpo e as ideias vão se costurando, se trançando, em camadas, em escamas, que às vezes estão mais cruas, mais primitivas, às vezes até mais cerebrais.” 
  • “Eu gosto muito do meu rigor, que vem com disciplina e qualidade. Talvez porque eu seja tão rigorosa, eu preciso enlouquecer e me inspiro muito com essas minhas viagens, desafios e riscos”. 

5. Redes sociais da Deborah Colker

E aí, gostou de conhecer essa brasileira que é incrivelmente talentosa? Nós, da Artcetera, ficamos maravilhados com as criações da Deborah Colker em várias linguagens. Aliás, temos a grata satisfação de divulgar o trabalho de quem se dedica ao mundo da arte, como:

  • Jota Mombaça, que mescla Literatura, Artes Cênicas e Arte Visuais
  • Edvana Carvalho, uma atriz, apresentadora, poetisa e arte-educadora
  • Laura Ramirez, a artista visual e digital que tem a alcunha de Optika VJ

Se você ainda não conhece essas artistas magníficas, não deixe de conferir seus posts, ok? De quebra, fique à vontade para comentar sobre as outras bios que você gostaria de ler aqui no blog. E até mais!

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