Olha a entrevista no ar!
Dessa vez, nós tivemos o prazer de trocar ideia com um ilustrador pra lá de requisitado e chic d+! O papo da vez foi com o Bruno Miranda (@brunomiranda.art), um artista muito talentoso e cuidadoso nas suas obras. 

Nós conversamos sobre processos de criação, as diferenças entre analógico e digital, os caminhos que foram se abrindo através dos anos, a dificuldade de viver de arte e as maravilhas de ver seu trabalho sendo reconhecido.

Essa entrevista foi feita online no dia 24 de Outubro de 2022, conduzida por essa que vos escreve (Ornella) e pelo Artur. Chega mais:

Ornella: Fala, Bruno! Tudo bem aí?

Artur: Valeu por topar a entrevista, querido!

Bruno: E aí, pessoal! Por aqui tudo certo, obrigada pelo convite.

Artur: Você começou na arte de rua, não foi? No Grafitti e tal. Como foi isso? 

Bruno: Sim, na adolescência eu já curtia desenhar. Nisso eu conheci o Murilo, que morava aqui na minha quebrada. Eu andava de bike e via ele pintando, achava isso muito legal e aos poucos nossa amizade foi se estreitando. 

Ele foi meu primeiro “mestre”, ele que me auxiliou nessa jornada, me levava pra pintar uns muros por aqui. Mesmo o trabalho não tendo tanta qualidade, ele me ajudou bastante, foi uma época bem divertida.

Artur: E como era isso? Vocês iam dar rolê, achavam um muro e pintavam? Como surgia a ideia do desenho?

Bruno: Geralmente, era um muro que já tínhamos liberdade para fazer a arte. No caso, os vizinhos e moradores já tinham meio que liberado aquele espaço, ou fazíamos essas artes em evento também.

Nesses eventos tinham alguns muros permitidos, mas sempre rola um vandalismo, né? Pra inspirar hahaha! 

Ornella: Maneiro haha. E essa escolha de desenho, como funcionava? Vocês já iam com a ideia pronta ou na hora inventavam algo?

Bruno: Nossa, eu ia com a ideia antes, com certeza! Eu me preparava muito, ficava super ansioso, achava aquilo uma baita responsabilidade, estar ali com eles, principalmente porque eu estava começando e meu trabalho não tinha tanta qualidade.

Cada um ia com a sua ideia, mas ali no processo nós íamos mesclando as artes e isso era muito gostoso. Eu demorei pra pegar o ritmo, mas depois de um tempo foi.

Artur: E qual era o estilo que vocês faziam?

Bruno: Olha, eu não sei nomear não, a gente fazia umas loucuras hahaha. Ás vezes umas letras, um pouco de bomb. Bomb era bem comum fazer, eu ficava desenhando na escola pra poder fazer nos muros, chegou uma época que estava bem aceitável esteticamente, mas não era algo original, sabe?

Artur: E você tinha as manhas do spray? De martelar, usar chave de fenda.

Bruno: Era sempre uma novidade, né? No começo era doido, porque era tentativa e erro, ficava uma merda, mas depois fui aprendendo. Eu também tatuo e sinto a mesma coisa, cada dia é uma novidade, tem dias que parece que dei sorte com a agulha e tem dias que fica mais difícil de mexer. 

Antes da pandemia eu estava começando na tatuagem, então estava aprendendo também, fiz umas 50 tatuagens somente e tenho essa sensação que tenho muito a aprender.

Ornella: Legal isso, você já tem uma trajetória em várias coisas, né? Conta mais como foi esse seu caminho da arte de rua para a ilustração.

Bruno: Acho que essa mudança aconteceu quando a diversão foi acabando e começamos a ter muitas responsabilidades conforme os anos avançavam. Quando eu terminei o ensino médio, tinha uma pressão por conta dos meus coroas, para que eu fizesse faculdade.

Eles não tinham muita relação com a arte, eles são das exatas e sugeriram que eu seguisse o caminho que foi seguro para eles. Aí eu quase virei engenheiro, uma outra coisa total, nem estaria aqui conversando com vocês.

Acabei fazendo um cursinho e depois fiz um curso na Etec Carlos de Campos, foi lá que eu tive contato com as ferramentas e fui pro digital. Inclusive, foi lá que Os Gêmeos estudaram, meus professores deram aula para eles. Enfim, esse foi o ponto de encontro entre a arte de rua e o digital, foi aí que acabei nesse mundo.

Artur: Você fez design gráfico ou artes visuais?

Bruno: Lá na Etec eu fiz comunicação visual e depois fui pra faculdade. A faculdade era de design gráfico, mas ela não atendeu muito as minhas expectativas. Eu sempre fico pensando se deveria ter feito artes visuais, sabe? Ao mesmo tempo que foi bom, porque hoje consigo ganhar um dinheirinho com a publicidade, às vezes se tivesse focado muito na arte, teria sido mais sofrido.

Ornella: Você falou que seus pais são de exatas e que quase foi engenheiro, achei que você tinha ido pra esse lado por um tempo, mas não foi bem assim, né?

Bruno: Olha, eu cheguei a prestar prova para mecatrônica na Fatec, mas eu estava zero motivado. Na mesma época, prestei para comunicação visual na Etec e passei, fiquei super feliz! 

Ornella: A arte digital me parece ter uma coisa mais solitária, bem diferente desse processo da arte de rua que você comentou. Como é seu processo hoje em dia?

Bruno: Olha, é verdade. Eu me considero uma pessoa calorosa e bastante comunicativa, essa jornada de freelas que tive foi cheia de descobertas, mas mais solitária. Ao mesmo tempo, eu percebo que, em doses homeopáticas, quando eu vejo as pessoas que eu amo, acaba suprindo essa questão da companhia.

Realmente, o que eu mais senti falta foram essas trocas, assim como na arte de rua, que tem aquele momento com a galera, era muito legal. Mas ao mesmo tempo não era remunerado, né? E foi na solidão que fui me descobrindo um pouquinho como artista. Sinto falta de companhia, mas consigo lidar bem, hoje em dia trabalho sozinho e é tranquilo.

Ornella: Esses momentos mais solitários com certeza afetam sua maneira de trabalhar, produzir e desenhar. Como você vê que foi essa evolução, do coletivo ao solo?

Bruno: Muita inspiração do meu trabalho vem de relacionamentos. Relacionamentos com amigos, relacionamentos afetivos, é como o dia a dia. Mas essas emoções têm um peso, o coração partido já me ajuda a criar algo hahaha. 

As inspirações são bem diferentes de antigamente, porque antes era uma coisa meio arte pela arte mesmo. O fato de trilhar essa jornada sozinho nesses 10 anos acaba afetando em como eu me projeto nas minhas artes autorais. Isso ocorre principalmente em momentos diferentes, tipo na época da pandemia.

Artur: Quando nos conhecemos, você estava fazendo serigrafia, aí queria saber como foi essa parte de sair do analógico (arte de rua), ir para o digital (design) e depois voltar para o analógico (serigrafia).

Bruno: Olha, do analógico para o digital foi bem natural. Como teve essa questão do técnico, eu amava estar lá, ainda mais que eu saí do ensino médio, onde tem muita gente diferente e, na Etec, as pessoas conversavam mais sobre arte, tinham gostos em comum.

Lá que eu comecei a ter aulas de aplicativos, photoshop, illustrator, então imagina, nunca tinha visto isso, era uma novidade grande e fui me encontrando nisso. A serigrafia hoje é meio que eu tentando retornar pro analógico.

Porque eu gostava muito de desenhar na mão no começo, não tinha software. Hoje meu trabalho é muito digital e a serigrafia permite que, mesmo dentro do digital, o produto final possa ter o meu toque, eu tô de volta ali encostando na arte. 

Eu senti essa necessidade, o corpo pede, né? Puts, eu sou apaixonado por serigrafia. Mas foi no digital que eu me encontrei financeiramente, que pude tornar disso um trabalho, hoje vivo só disso.

Como eu já tô inserido nesse mercado, eu posso cobrar um pouco a mais. Quando comecei a tatuar, por exemplo, cobrava pouquinho. Eu adoro o analógico, mas no digital tenho menos dor de cabeça, aí infelizmente algumas coisas que quero fazer ficam em segundo plano.

Ornella: Entendo, mas ao mesmo tempo tem aquela coisa do trabalho ser uma coisa meio formal, né? Se resolve em um e-mail, uma reunião, o que às vezes, no analógico é diferente. Tatuar a pessoa é trocar uma ideia, fazer uma serigrafia precisa pedir ajuda. Mas achei bem legal que você gosta e tem esse carinho por ambos.

Bruno: Pois é, acertou em cheio. De todas as coisas que eu faço, aquelas que eu me sinto mais conectado, são aquelas que me dão menos frutos financeiros, mas me dão as maiores realizações. 

Se eu conseguisse evoluir na tatuagem o tanto quanto evoluí na arte digital, seria muito daora, porque é uma experiência muito legal. Eu só tatuava amigos também, porque eu tinha medo de errar, mas era sempre uma experiência legal.
Era muito bom recebê-los aqui, trocar ideia e sei lá, é uma tatuagem, sabe? Ter um trabalho seu na pele de alguém é algo muito bacana, tem até uma coisa meio mágica.

Ornella: E qual foi a tatuagem que você mais curtiu fazer?

Bruno: Putz, é muito difícil falar de si. Esses tempos eu fiz um curso lá na Domestika e tinha que ficar falando de mim, eu me senti meio mal, mas vou ser agora igualmente egocêntrico hahaha. Eu gosto de uma que fiz em mim, mas espero que isso não pareça muito egocêntrico hahaha. 

Acho que gosto dela, porque foi a primeira que fiz, e a primeira vez a gente não esquece, né? Pelo menos comigo é assim. Eu nunca tinha tatuado pele e quis me tatuar pra poder sentir como era a sensação. Quando fiz, o meu mestre estava lá me ajudando e eu nem senti dor. Confesso que depois disso, fazer em outra pessoa foi mais fácil, eu achei que seria mais difícil, mas deixou a experiência mais tranquila.

Artur: E qual foi o maior perrengue que você já passou em trampo, remunerado ou não?

Bruno: Cara, quando eu era mais novo eu me ferrava muito. Eu manjava pouco, cobrava pouco e tinha que fazer uns trampos grandes. Aí estudava, trabalhava, ia dormir 4h da manhã e sabia que ia ter que fazer ajuste. Nesse sentido são perrengues infinitos.

Teve momentos que peguei muitos trabalhos e não estava dando conta, não ficava com a qualidade que eu gostaria, o cliente não curtia e recusava. Já rolou do cliente pedir dinheiro de volta.

Tudo isso foi me trazendo bastante maturidade. Uma das coisas que eu priorizo hoje em dia com meus clientes é fidelidade, não quero que eles façam uma arte só comigo, quero que eles voltem. Esses perrengues me trouxeram mais responsabilidade.

Na serigrafia eu já passei tanto perrengue que nem consigo citar, porque é uma arte que testa a gente, né? Parece que surgem uns obstáculos malucos só pra ver se você realmente tá afim de fazer o trampo hahaha.

Artur: É verdade hahaha é uma arte que testa a gente mesmo. E de trampo de ilustração, qual foi o que você mais curtiu?

Bruno: Eu acho que a minha ilustração mais icônica é a do Darth Vader, que foi a que eu mais gostei e a que mais impulsionou minha carreira. Essa foi a ilustração que mais marcou meu trabalho. 

Era uma época que eu estava curtindo fazer essas artes repartidas, foi um trabalho que me tornou mais popular no meio da ilustração e me deixou bem realizado, eu fiquei satisfeito quando fiz e fiquei feliz com a repercussão. 

Ornella: Você tem uma relação bem interessante com as cores, isso fica nítido no seu trabalho. Qual sua inspiração pra isso?

Bruno: Quando eu era mais novo, as cores vinham de um jeito mais experimental. Mas eu sempre curti muito as cores, era a coisa que eu mais pirava desde novinho. Quando eu pensei em trazer uma personalidade pro meu trabalho, eu falei “quero linhas bem trabalhadas, cores chapadas ou degradês”. 

Foi como eu quis fazer meu trabalho e tentei trazer isso de forma natural. Quando eu fui pra faculdade, eu pude estudar a teoria das cores, pude ter esse conhecimento. Isso foi uma base importante pro meu trabalho, aprender o que eram cores complementares, cores análogas. 

Enfim, isso me ajudou bastante e também estar em contato com outros artistas que trabalham com cores, tipo o Bicicleta sem Freio, eu curto muito o trabalho dele desde sempre.

Ornella: E qual sua cor favorita?

Bruno: Nossa! Essa é bem difícil! Olha, se for de roupa, minha cor favorita é o preto. Se for da vida, sempre foi o vermelho, eu sempre falei que minha cor favorita é o vermelho, mas ultimamente está tendo um racha bravo com o turquesa. O turquesa, ele rouba a cena, sempre que vejo essa cor fico mexido, acho linda!

Artur: Sei que hoje em dia você é bem requisitado, né? Está sempre com algum trampo/freela e até gravou um curso pra Domestika! Como você tem lidado com isso, como tem conciliado a vida pessoal e profissional?

Bruno: Sim, 10 anos de freela e 8 deles foi na pindaíba. Esses últimos 2 anos foi quando virou a chavinha, tenho trabalhado muito, às vezes até por medo de perder essas oportunidades, enfim, aquela sabotagem da própria mente. 

Aos poucos tô achando tempo pra sair, ver as pessoas que eu amo, me divertir um pouco também. Hoje eu tenho 4 empregos, tô tipo o Julius de “Todo mundo odeia o Chris” hahaha.

Ornella: E sobre o que é o seu curso da Domestika?

Bruno: O curso vai ser sobre ilustrações para posters de filmes e capas de álbuns musicais. Até o momento era assim, antes de chegar no marketing, né? Às vezes eles mudam, enfim, o curso vai ser lançado ainda.

Ornella: Você comentou que nesse curso tinha que falar muito sobre si, como foi?

Bruno: Isso. No começo, tinha a parte de projeto, quando estávamos montando as aulas ainda e eu tinha que ficar falando sobre mim, isso era difícil, tive um pouco de dificuldade. Mas depois foi legal, conversava com o produtor, que no caso foi tipo um xamã nesse caminho, e ele me ajudou a tornar isso um processo prazeroso, de autoconhecimento, sabe? 

Ornella: E como foi isso de trabalhar o processo de dar aula? Porque nem sempre um bom artista é um bom professor e vice-versa, ensinar é uma área do conhecimento e você deve ter aprendido bastante.

Bruno: Exatamente. Até falava pro produtor “nossa, como você consegue?”, porque é difícil transformar uma arte em curso e ele era ótimo nisso! E esse curso foi gravado em fevereiro e ainda nem sei quando sai, tô super ansioso pra saber se as pessoas vão gostar.

Ornella: Já que você adentrou nesse mundo, que conselho você daria pra quem tá começando na arte da ilustração?

Bruno: Acho que tem que ter bastante perseverança, acreditar na sua arte, mesmo que ela pareça ruim hahaha. Tem que se rodear de pessoas que te elevem, te ajudem, que sejam mentores, isso ajuda bastante. O próprio ensino formal já é um grande privilégio, então se a pessoa tem essa oportunidade, aproveita mesmo. 

Artur: E qual a melhor música pra ouvir enquanto desenha?

Bruno: Eu sou bastante eclético, mas gosto muito de rock psicodélico. Gosto desses solos de 5 minutos enquanto eu tô ali viajando no que tô fazendo. The Black Keys é minha banda favorita, mas ultimamente tenho ouvido muito Rap Nacional. Acho que se fosse fatiar minha vida, o que mais ouvi foi o rock psicodélico.

Artur: Chegou a hora das recomendações! Manda um disco, um livro, música, exposição, enfim…manda aqui pra gente o que te influencia ou te influenciou.

Bruno: De disco vou indicar um do The Black Keys, chamado Magic Pot. Vou indicar uma HQ também, pode? Quero indicar uma chamada Black Hole, do Charles Burns, eu curto muito a estética dessa HQ.

As minhas principais fontes de entretenimento são coisas de terror cósmico, então esse quadrinho eu gosto muito, porque a estética rouba a cena e fala sobre preconceito com doenças sexualmente transmissíveis na adolescência, e tem um desenrolar ótimo, essa parada cósmica e de terror mesmo.

De filme, vou recomendar o Whiplash, que é meu filme favorito. Eu gosto do tema da obsessão do artista, esse filme mexeu comigo nessa questão de querer ser muito bom no que se faz e até onde isso é uma coisa louca.

De rolê, eu fui esses dias em uma galeria chamada Galeria Lume, que fica em um bairro bem de playboy, mas a galeria era bem interessante, tinha uma mostra bem legal lá.

Vou mandar um Anime/Mangá também, tá? Sou meio nerdola, então lá vai: meu mangá favorito é o Berserk, eu piro muito! Na história, o cara tem um estigma e é amaldiçoado pelo resto da vida. Muitos escritores dizem que nós somos amaldiçoados com a nossa consciência e, nesse mangá, ele é amaldiçoado por conta de um ritual.

Artur: Super maneira tuas indicações!

Ornella: Você foi a primeira pessoa a indicar um lugar, achei isso legal.

Artur: E você lançou uma HQ para participar da Comic Con, não foi?

Bruno: Isso mesmo, minha primeira HQ! Chama-se “A céu vermelho”. Tem só 12 páginas, mas foi feito com muito carinho, não peguei freela por 1 ano para poder produzir essa HQ. Fiz com meu amigo, o Rafa, fomos nós que produzimos. Eu desenhei e nós imprimimos juntos em serigrafia e a Raquel foi quem costurou. 

A HQ tem 12 páginas só, mas por ser feita em serigrafia tomou bastante tempo, mas ficou do jeito que queríamos. Foi um período que eu estava muito inspirado, dediquei muito da minha alma nesse trampo e tenho ótimas recordações de artista, porque a gente é muito consumido pelo trabalho e às vezes fica sem tempo pras coisas autorais. 

Artur: É linda mesmo! E agora vende seu peixe, fala pra gente como o pessoal pode te achar nas redes.

Bruno: Eu divulgo a maioria pelo instagram mesmo, mas tem o meu behance, que uso menos, mas curto bastante! Tem meu site e lá tem todas as redes, só chegar, pessoal! Só não tenho tiktok ainda hahaha.

Ornella: Maneiro, vamos deixar tudo aqui pro pessoal te contratar e você ficar rico hahahah. Obrigadão, Bruno! Foi um prazer conhecê-lo, bixo.

Artur: Valeu, Bruno! Obrigado mesmo por ter topado essa conversa.

Bruno: Imagina, gente! Obrigado vocês pelo espaço, é muito bom poder trocar ideias com gente legal. Obrigado!

Curtiram o papo com o Bruno? O cara faz muitas coisas! Essa foi para inspirar nossos leitores artistas. E aí, faltou alguma pergunta? Tem alguém que você gostaria que nós entrevistássemos? Conta pra gente nos comentários!

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