Listamos alguns dos monólogos mais famosos da 5ª e 7ª Artes

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Os monólogos mais importantes do Cinema e do Teatro (10 exemplos) 3

Os Monólogos são textos declamados e interpretados por apenas um ator, seja no Teatro ou no Cinema, com o intuito de causar um grande impacto emocional no público. Geralmente, são ditos como se fossem vocalizações de pensamentos do personagem para si ou para o público.

No Teatro, os monólogos podem ser uma apresentação completa ou um pedaço importante de uma peça, geralmente não envolvendo nenhum elemento de cenário ou efeitos sonoros, tendo apenas um foco de luz no ator e visando gerar reflexões (catarse) no público. Já no Cinema, os monólogos são frases marcantes ditas por personagens importantes em momentos-chave do enredo do filme, geralmente desencadeando algum grande evento na trama.

Embora não seja exclusivamente relacionado ao gênero dramático, os monólogos contém uma alta carga sentimental sintetizada em palavras. Ele pode ser classificado como:

  • Técnico – Quando ideias são transmitidas diretamente ao público [monólogo exterior]
  • Lírico – Quando o texto se assemelha a uma confidência emotiva do personagem para si [monólogo interior]
  • Reflexivo / Decisivo – Quando o personagem reflete e discute consigo mesmo sobre qual decisão ele deve tomar diante de uma decisão importante [monólogo interior]

Feitas todas essas explicações, vamos mostrar quais são os monólogos mais famosos do Teatro e do Cinema de todos os tempos. Provavelmente, você deve conhecer alguns deles (ou todos), já que eles foram reproduzidos em diversos contextos fora de suas obras originais.

Monólogos famosos do Teatro

“Ser ou não ser, eis a questão:
Se é mais nobre na mente sofrer
As fundas e flechas da fortuna ultrajante,
Ou pegar em armas contra um mar de problemas,
E, opondo-se, acabar com eles. Morrer, dormir-
Não mais – e por um sono dizer que acabamos
A dor de cabeça e os mil choques naturais De
que a carne é herdeira: É uma consumação
Devotamente a ser desejada. Morrer, dormir;
Dormir, talvez sonhar: sim, aí está o problema.
Pois nesse sono da morte que sonhos podem vir
Quando nos desfazemos desta mortalha,
Deve nos fazer parar: há o respeito
Que faz calamidade de uma vida tão longa.
Pois quem suportaria os açoites e os desprezos do tempo,
O mal do opressor, a injúria do orgulhoso,
As dores do amor desprezado, a demora da lei,
A insolência do ofício e os desprezos
Que o mérito paciente dos indignos leva,
Quando ele mesmo poderia seu quietus fazer
Com um bodkin nu? A quem esses fardels suportariam, Resmungar
e suar sob uma vida cansada, Senão
que o pavor de algo depois da morte,
A terra desconhecida, de cujas fronteiras
nenhum viajante retorna, confunde a vontade,
E nos faz mais suportar os males que temos do
que voar para outros que não conhecemos?
Assim a consciência faz de todos nós covardes:
E assim o tom nativo da resolução
Fica doentio com o pálido molde do pensamento,
E empreendimentos de grande força e momento
Com isso suas correntes se desviam
E perdem o nome de ação. Suave você agora,
A bela Ophelia! Ninfa, em tuas orações
Sejam todos os meus pecados lembrados.”

HAMLET
(Ato 3, Cena 1 – Hamlet)

“Doce amante, qual é o seu nome mais eu não sei,
Nem por que maravilha você atingiu o meu;
Menos em seu conhecimento e em sua graça você não mostra
Do que a maravilha de nossa terra, mais do que a terra divina.
Ensina-me, querida criatura, como pensar e falar;
Abra-se à minha grosseira presunção terrena,
Sufocada em erros, débil, superficial, fraca,
O significado dobrado do engano de suas palavras.
Contra a pura verdade de minha alma, por que você trabalha
para fazê-la vagar em um campo desconhecido?
Você é um deus? Você me criaria novo?
Transforme-me então, e ao seu poder eu me renderei.
Mas se sou eu, então bem sei que
sua irmã chorosa não é minha esposa,
Nem à sua cama nenhuma homenagem devo;
Muito mais, muito mais para você eu recuso;
Oh, não me treine, doce sereia, com sua nota
Para me afogar no fluxo de lágrimas de sua irmã;
Cante, sereia, para ti mesmo, e eu vou adorar;
Espalhe sobre as ondas prateadas teus cabelos dourados,
E como uma cama eu te tomarei, e ali jazerá,
E nessa gloriosa suposição pensa que
Ele ganha pela morte aquele que tem meios para morrer;
Deixe o amor, sendo leve, se afogar se afundar.”

ANTÍFOLO
(Ato 3, Cena 2 – A Comédia dos Erros)

“Suave você; uma palavra ou duas antes de ir.
Prestei algum serviço ao Estado, e eles não sabem…
Chega disso. Peço-lhe, em suas cartas,
Quando você relatar essas ações infelizes,
Fale de mim como eu sou: nada atenua,
Nem ponha nada em malícia. Então você deve falar
De alguém que amou não sabiamente, mas muito bem:
De alguém não facilmente ciumento, mas sendo forjado,
perplexo ao extremo: de alguém cuja mão,
Como o vil judeu, jogou fora uma pérola
Mais rica do que toda a sua tribo : de alguém cujos olhos subjugados,
embora desacostumados ao humor derretido,
derramam lágrimas tão rápido quanto as árvores árabes
Sua goma medicinal. Coloque você no chão;
E diga, além disso, que certa vez em Aleppo,
onde um maligno turco de turbante espancou
um veneziano e difamou o estado,
peguei pela garganta o cão circuncidado
e o feri assim.”

OTELO
(Ato 5, Cena 2 – Otelo)

“Como pretendo prosperar e me arrepender,
Assim prospero em meus perigosos negócios
De armas hostis! Eu me confundi!
Deus e fortuna, barra-me as horas felizes!
Dia, não me dês a tua luz, nem, noite, o teu descanso!
Seja oposto a todos os planetas de boa sorte,
Aos meus procedimentos, se, com amor de coração puro,
devoção imaculada, pensamentos santos,
eu não ofereço tua bela e principesca filha.
Nela consiste a minha felicidade e a tua;
Sem ela, sigo a mim, e a ti,
Ela mesma, a terra, e muitas almas cristãs,
Morte, desolação, ruína e decadência.
Não pode ser evitado senão por isso;
Não será evitado, mas por isso.
Portanto, querida mãe – eu devo que você possa –
Seja o advogado do meu amor para ela;
Peça o que serei, não o que fui;
Não meus desertos, mas o que vou merecer.
Exija a necessidade e o estado dos tempos,
E não seja rabugento em grandes projetos.”

RICARDO III
(Ato 4, Cena 4 – Ricardo III)

“Mas, suave! Que a luz através além da janela quebra?
É o leste, e Julieta é o sol.
Levanta-te, sol formoso, e mata a lua invejosa,
Que já está doente e pálida de tristeza,
Que tu és sua serva muito mais bela do que ela: Não sejas sua
serva, pois ela é invejosa:
Sua libré vestal é apenas doente e verde
E ninguém além de tolos o usa; jogue fora.
É minha senhora, ó, é meu amor!
Oh, que ela soubesse que era!
Ela fala mas não diz nada: e daí?
Seus olhos discorrem: eu responderei.
Eu sou muito ousado, não é para mim que ela fala:
Duas das estrelas mais belas de todo o céu,
Tendo alguns negócios, suplicam seus olhos
Para brilhar em suas esferas até que retornem.
E se seus olhos estivessem lá, eles em sua cabeça?
O brilho de seu rosto envergonharia aquelas estrelas,
Como a luz do dia faz uma lâmpada, seus olhos no céu
Fluiriam pela região aérea tão brilhante
Que os pássaros cantariam e pensariam que não era noite.
Veja, como ela apoia sua bochecha em sua mão!
Oh, que eu fosse uma luva naquela mão,
Que eu pudesse tocar aquela face!”

ROMEU
(Ato 2, Cena 1 – Romeu e Julieta)

Monólogos famosos do Cinema

▪ Charlie Chaplin ― “O Grande Ditador”


▪ James Stewart ― “Peço a Palavra”


▪ Robin Williams ― “O Clube dos Poetas Mortos”


▪ Samuel L. Jackson ― “Pulp Fiction”


▪ Mel Gibson ― “Coração Valente”


Esses foram alguns dos mais famosos monólogos do Teatro e do Cinema. Certamente, se assistiu esses monólogos no contexto original de suas obras, você deve ter se emocionado nesses momentos específicos e muitas dessas palavras ficaram gravadas na sua memória. Como brinde pela sua leitura, fique com o vídeo abaixo com um dos monólogos mais engraçados do Teatro brasileiro: a história de superação de Joseph Climber.

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