10 hits para conhecer a história do Grunge, com músicos que deixaram saudade: Kurt Cobain, Layne Staley, Scott Weiland, Chris Cornell e mais

Por acaso, você já se perguntou: será que o Grunge acabou mesmo? Hoje, vamos falar da história do Grunge, desde as bandas de garagem na “cidade cinza” às multidões de fãs. Então, vem com a gente conhecer a onda do Rock “Grungy”, que é o “Som de Seattle”. 

Aqui no Blog, acreditamos que a música é eterna. Mas não dá pra negar que muitos artistas deixaram saudade, com tantas mortes precoces. Por exemplo: Kurt Cobain, Layne Staley, Scott Weiland, Chris Cornell, Andrew Wood, Kristen Pfaff, Mike Starr e Mia Zapata. 💔

Nostalgia à parte, vale a pena assistir ao documentário “Hype!” para conhecer de perto a história do Grunge. Nas palavras do produtor Jack Endino, essas bandas eram “intérpretes inconsistentes ao vivo”, já que o objetivo não era “ser artista”, mas sim “rock out”.

7 curiosidades da história do Grunge, o Seattle Sound

Quer saber de onde veio a fama de Rock “sujo” deste gênero musical? Então, chegou a hora de ouvir uma playlist enquanto você descobre as curiosidades da história do Grunge!

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1. O que é o Grunge?

Descobrir o que significa o Grunge é mais simples do que parece. Dizem por aí que o nome do gênero musical veio de uma “pronúncia relaxada” da palavra “grungy”. De acordo com a Superinteressante:

“O termo grunge – que em seu sentido original significa “sujeira” ou “imundície” em inglês – descreve tanto o estilo visual (cabelo desgrenhado, roupas velhas e folgadas) de bandas e fãs, quanto o som saturado e distorcido das guitarras que dão o tom das músicas”. 

E era justamente assim que os críticos se referiam aos músicos que começaram nas bandas de garagem. Apesar do termo pejorativo, a cena “grungy” explodiu e se tornou muito popular nos anos 1990. 

Por falar nisso, a matéria da Superinteressante ainda cita outro fato interessante da história do Grunge:

“Na época, ninguém poderia imaginar que bandas tão anarquistas e barulhentas pudessem tomar conta do mercado pop mundial. Mas foi exatamente isso que aconteceu em 1991, quando Nevermind, segundo álbum do trio Nirvana, derrubou ninguém menos que Michael Jackson do primeiro posto das paradas americanas, abrindo a trilha do megaestrelato para outras bandas do cenário underground de Seattle, como Pearl Jam e Alice in Chains”.

Para conhecer mais sobre essa época, a dica é ler o livro “Babylon’s Burning: From Punk to Grunge”. Se preferir, assista ao filme “Singles (Vida de Solteiro)”. Nesse longa-metragem, a trilha sonora tem raridades do Grunge, com Soundgarden, Pearl Jam e mais!

2. Quem é considerado o fundador do Grunge?

Quer saber quem criou o Grunge? Por um lado, algumas pessoas dizem que o Green River foi o fundador do gênero, mas esse lugar já estava ocupado. Afinal, a madrinha do Grunge é a cantora Tina Bell, da banda Bam Bam.

Por ser uma mulher negra, Tina Bell nem sempre leva o crédito por ter impulsionado a história do Grunge. Em outros lugares, claro, porque aqui nós agradecemos a atitude Rock’n Roll dela. 🤘

No fim das contas, a banda dela gravou o EP “Villains (Also Wear White)” no ano 1984. Ou seja, isso aconteceu antes de “Come on Down” do Green River, que foi lançado em 1985. 

De fato, Tina Bell e Green River abriram espaço para bandas que explodiram comercialmente nos anos 1990. E isso inclui bandas como:

3. Como surgiu o Grunge? E onde nasceu?

Quando falamos sobre onde surgiu o Grunge, imediatamente pensamos em Seattle, não é mesmo? Isso porque a grande onda do Rock surgiu (e explodiu) na cena musical da cidade “cinza”, no Noroeste Pacífico dos EUA.

Desde 1984, os artistas já misturavam vários estilos para criar uma “música suja”, segundo os críticos. Na verdade, o Seattle Sound era um jeito alternativo de tocar Rock, com influência de Hardcore Punk, Indie e Heavy Metal

Realmente, o Som de Seattle ficou muito popular nos anos 1990, mas algumas bandas fugiram do mainstream. Hoje em dia, poucas delas estão ativas, seja pelo falecimento de integrantes, a separação dos grupos ou a chegada do Pós-Grunge.

Em todo caso, a era Grunge marcou o Rock moderno, em especial pela nostalgia de um tempo que não volta mais. 😢

4. Como aconteceu a história do Grunge no Brasil?

Sabia que os Titãs chamaram Jack Endino para produzir o álbum Titanomaquia, em 1993? Com um som mais pesado, esse disco foi um dos precursores do Grunge no Brasil, mas a banda rejeita esse rótulo. 

Digão, dos Raimundos, diz que a cena de Seattle também abriu espaço para os nossos músicos. “As bandas da época mostraram que era possível fazer coisa boa só com bateria, guitarra e baixo, sem super produções”.

5. Quais as principais características do Grunge?

O Grunge é um estilo de Rock mais livre, cujas guitarras têm alto nível de distorção, com fuzz e feedback-intensivo. Por sinal, o Nirvana emplacou o formato das canções no naipe do “para-começa”.

Assim como no Punk, o som é “cru”, os interesses líricos são similares e as performances bem enérgicas. Porém, o Grunge tem “andamentos muito mais lentos, harmonias dissonantes e instrumentação mais complexa”, sem perder o estilo de banda de garagem.

Falando em energia e atitude Punk, os shows têm crowd surfing, stage divings, moshs e alpinismo nas estruturas dos palcos. Por exemplo, Eddie Vedder é conhecido por escalar os equipamentos de iluminação. E o Nirvana costumava destruir os instrumentos durante as performances, o que deixava os fãs em transe.

Já nas letras, os artistas trazem à tona os temas mais densos, incluindo:

  • abuso
  • alienação social
  • angústia
  • auto-dúvida
  • bullying
  • depressão
  • desconforto com as pressões sociais
  • desejo de liberdade
  • desencanto com a sociedade
  • exclusão social
  • isolamento social
  • memórias da infância
  • negligência
  • niilismo
  • questionamentos existenciais
  • sarcasmo
  • slackerism da Geração X
  • traição
  • traumas psicológicos

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Enfim, tudo isso compõe essa estética simples e despojada, com uma aparência “desleixada”, que virou febre nos anos 1990. A propósito, o Grunge se firmou como um dos movimentos culturais mais importantes desde os hippies.

Gêneros relacionados à história do Grunge

Qual a diferença entre Grunge e Indie Rock?

Algumas pessoas confundem Grunge com Indie. Logo, vale lembrar que o Independent Rock foi uma das influências do Seattle Sound. De quebra, a gravadora independente Sub Pop foi uma das primeiras a apostar na cena Grunge, no fim dos anos 1980. 

7. Quais são os maiores nomes do Grunge de todos os tempos?

No ranking da revista Rolling Stone, essas são as bandas que têm os 50 melhores álbuns Grunge:

Mais nomes do Grunge

Também podemos citar outras bandas e artistas que fizeram história na Música  Grunge e Pós-Grunge:

Artistas brasileiros influenciados pelo Grunge

Na sua opinião, quem mais marcou a história do Grunge? Vai lá nos comentários e fala pra gente. 😜

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10 músicas que mantém viva a história do Grunge

Finalmente, chegamos às canções que marcaram (e ainda marcam) a história do Grunge.

1. Smells Like Teen Spirit

Lembra que falamos do documentário “Hype!”? Lá, você confere as cenas do 1º show em que o Nirvana tocou “Smells Like Teen Spirit”, em 1991.

2. Alive

Depois de perder tantos ídolos Grunge, os fãs do Pearl Jam lançaram o movimento “Eddie Vedder stay safe”. Felizmente, ele continua são, salvo e fazendo shows.

3. Miss You Love

O single “Miss You Love”, do Silverchair, definitivamente não é uma música romântica. No caso, a letra fala da depressão de Daniel Johns, que dizia não sentir “qualquer emoção”.

4. Interstate Love Song

Em 1994, “Interstate Love Song” conquistou o 1º lugar na parada US Billboard Album Rock Tracks. Aliás, a sonoridade do Stone Temple Pilots também tem pitadas de Jazz e Blues.

5. Black Hole Sun

A voz magnética de Chris Cornell marcou gerações, seja no Soundgarden, no Audioslave ou na carreira solo. “Black Hole Sun”, por exemplo, se destacou nos charts Mainstream e Modern Rock.

6. 100%

O clipe de “100%”, do Sonic Youth, mostra a estética Grunge, dos skates às festas dos 90s, além de falar da morte de Joe Cole. E mais: Kim Gordon toca um baixo Fender do Keanu Reeves.

7. Would?

Com uma pegada de Sludge Metal, o Alice in Chains tem uma vibe um tanto quanto obscura. Sem dúvida, essa é uma das bandas mais influentes da cena Grunge.

8. Bullet With Butterfly Wings

A guitarra de “Bullet With Butterfly Wings” está entre as 100 melhores de todos os tempos, segundo a Rolling Stone. E esse hit também rendeu um Grammy ao Smashing Pumpkins. 

9. Everlong

De baterista do Nirvana a vocalista do Foo Fighters: Dave Grohl é um dos grandes nomes da música mundial. E ele voltou a tocar a bateria na gravação de “Everlong”, sabia disso? 

10. River Of Deceit

Por fim, chegamos ao supergrupo Mad Season, que foi um projeto paralelo de várias bandas Grunge. Com um som diversificado, eles também tinham um toque de Blues e Hard Rock.

Playlist com + de 75 Músicas Grunge

Curtiu o estilo underground das músicas do post? Então, vem conferir a nossa playlist [Grunge] #21 Artcetera!

Bônus: a história do Grunge envolvendo outros ritmos

Nosso post está chegando ao fim, mas a história do Grunge continua viva. Com camisa de flanela xadrez, All Star de cano alto, calça jeans surrada, camiseta de banda e tudo mais. Afinal, a música sempre está no coração da Artcetera. 🖤

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